Ir direto para menu de acessibilidade.
Você está aqui: Página inicial > Notícias > Londrina sobe seis posições no ranking dos municípios com maior potencial de consumo
Início do conteúdo da página

Londrina sobe seis posições no ranking dos municípios com maior potencial de consumo

  • Publicado: Segunda, 18 de Julho de 2022, 14h17
  • Acessos: 178
imagem sem descrição.

Cidade saltou de 2020 a 2022, do 37° para o 31° lugar em ranking elaborado por publicação nacional; Londrina é o segundo mercado de maior potencial do Paraná, atrás apenas de Curitiba;

 

 Londrina subiu seis posições no ranking que classifica os 50 municípios brasileiros com maior potencial de consumo urbano. É o que mostrou um levantamento feito pela Geofusion, empresa de inteligência geográfica de mercado, divulgado no último mês. O ranking de 2022 classificou Londrina na 31ª posição, a segunda melhor colocação dentre as cidades paranaenses e atrás apenas da capital, Curitiba, na 5ª posição nacional. No relatório de 2020, Londrina ocupava o 37° lugar.

 

 

A pesquisa da Geofusion registrou que Londrina possui um potencial de consumo urbano de R$ 17.708.197.686. Como exemplo, Curitiba registrou um potencial de R$ 91.093.208.108. Esse montante representa o quanto a população está disposta a consumir em variadas categorias econômicas, sejam de produtos ou serviços. As principais categorias indicadas são: alimentação dentro e fora do domicílio, artigos de limpeza, bebidas, transportes urbanos, habitação, materiais de construção, calçados, eletrodomésticos e equipamentos, gastos com medicamentos, entre outras.

 

Os 50 municípios listados na pesquisa somam um potencial de consumo de quase R$ 2,3 trilhões, equivalente a 49% do índice nacional. No ranking, destacam-se as capitais e cidades do Sudeste, região que predomina com 58,5% do Top 50. Em segundo lugar, está a região Nordeste, com 16%; seguida do Sul, com 11,5% de participação no ranking. Já Centro-Oeste e Norte respondem por 11,2% e 2,8% dos municípios listados, respectivamente.

 

“O setor de consumo tem a prestação de serviços como a grande âncora e Londrina está, como era de se esperar, à frente de Joinville e Maringá, para citar alguns exemplos. Um bom exemplo é a própria movimentação incrementada no final de ano, que recebeu investimentos da Prefeitura com retorno extraordinário. Podemos citar ainda a força do setor acadêmico, do agronegócio, da construção civil e a chegada de grandes investidores como propulsores. O londrinense consome bastante e muito disso gira em torno de serviços e produtos com inovação”, avaliou o presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Bruno Ubiratan.

 

Além de análise geográfica, o levantamento reforça que o potencial de consumo urbano também é afetado por inúmeras outras variáveis. As dinâmicas do mercado podem ser influenciadas por concentração e distribuição populacional no território; maior ou menor presença de comércios, indústrias e prestadores e serviços; comportamento de consumo dos habitantes e fluxo de visitantes; entre diversos fatores.

 

O próprio levantamento da Geofusion cita que as informações sobre potencial de consumo podem embasar decisões estratégicas para mapeamento de novos mercados, ao identificar locais com alto potencial e presença do público-alvo. Também permite a inserção de novos produtos ou, até mesmo, mudanças na precificação.

 

Para o consultor de empresas José Bernardo Batista de Medeiros, que atua no setor há 30 anos, a economia se move pelo consumo e é esse consumo que atrai o investimento. “Londrina na 31ª posição, dentre 5.570 municípios brasileiros, é uma posição muito privilegiada, porque esse é um indicativo para investimentos, seja comércio, indústria ou serviços. E esse investimento se transforma em emprego e renda, o que é altamente benéfico para o município em vários aspectos”, comentou.

 

Medeiros citou o ramo de e-commerce, que se aplica a vários setores de forma cada vez mais consolidada e ainda possui uma tendência grande de crescimento. “Nesse caso específico do e-commerce, mesmo que a empresa não atue em Londrina, precisará em algum momento de um Centro de Distribuição na região, até porque a macrorregião de Londrina é muito populosa. Isso repercute em um investimento de instalação, em pessoal locado e, especialmente, na logística de quando o produto chega no Centro e vai até o consumidor final. Gera uma corrente de emprego e renda que é altamente benéfica para a cidade, porque na medida em que as pessoas conhecerem a qualidade de vida daqui, tem a possibilidade de novas empresas se instalarem aqui e empregarem londrinenses. Basicamente esse potencial de consumo é isso, é o potencial de atração de novos investimentos, e investimento na ponta final resulta em emprego e renda”, explicou.

 

 

 

Texto Juliana Gonçalves

registrado em:
Fim do conteúdo da página